Do tempo em que não se contava o tempo
Houve um tempo em que a época não tinha nome.
As pessoas não tinham casas, os animais não tinham donos
As estações não eram separadas, os anos não eram contados.
Uma neblina, fresca e úmida, pairava sobre tudo.
O orvalho era onipresente.
O mundo não tinha nome, não tinha fronteiras, não tinha povos.
As pessoas não tinham nome.
Elas viviam espalhadas, andando, sempre em frente
Em busca de um lugar melhor que outro
Lugares que não tinham nome, não tinham idade,
Mas formavam um rosto
E eram lembrados por aqueles que os encontravam
E foi assim que os nomes surgiram.
Os nomes dos lugares e sua gente.
E foi assim que a gente surgiu
No meio de lugares
Sem nome e sem idade.
Houve um tempo em que a época não tinha nome.
As pessoas não tinham casas, os animais não tinham donos
As estações não eram separadas, os anos não eram contados.
Uma neblina, fresca e úmida, pairava sobre tudo.
O orvalho era onipresente.
O mundo não tinha nome, não tinha fronteiras, não tinha povos.
As pessoas não tinham nome.
Elas viviam espalhadas, andando, sempre em frente
Em busca de um lugar melhor que outro
Lugares que não tinham nome, não tinham idade,
Mas formavam um rosto
E eram lembrados por aqueles que os encontravam
E foi assim que os nomes surgiram.
Os nomes dos lugares e sua gente.
E foi assim que a gente surgiu
No meio de lugares
Sem nome e sem idade.

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