terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Feliz Ano Novo 2025

 



Que o amor não esfrie

Que os risos não silenciem

Que os abraços não faltem

Que a estupidez da guerra acabe

E que só haja Paz

No novo ano que se inicia

Feliz Ano Novo

01-01-2025

sábado, 14 de maio de 2016

A garota que sorri com dentes de ouro




 



A garota que sorri com dentes de ouro

Somos monstros
O mundo todo
Vamos sorrir e chorar
Alternadamente
Vamos fugir e lutar
Como animais
Vamos nos estressar
Racionalmente
Vamos sofrer e gozar
Ininterruptamente
Vamos mentir
Por prazer
Da nossa ira hedonista
É nessa orgia
Que bradamos a verdade
De que tudo é mentira
Cumpra sua promessa
Faço questão de ser enganado
Me corrompa
Faço questão de ser poluído
Vamos sodomizar
Uma degenerada
Vamos torturar
A Deusa da Terra
Drogada e Prostituída
Me diga com quem tu andas
E eu direi que sempre esteve sozinho
Num Mundo belo
Que come carne crua
Com unhas e dentes
Cobertos de ouro


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Ano Novo







Ano Novo

Vai ter ano novo
E pode ser que ele seja pior que o velho
Ainda assim vai ser o novo ano
Você querendo ou não
Vai ter rojões, fogos de artifício sim
Vai ter muito muito barulho sim
Você achando certo ou não
Vai ter gente sofrendo sim
Vai ter gente morrendo (e gente nascendo)
Como todos os anos

Vai ter gente gozando
Vai ter gente fingindo
Vai ter gente que você não gosta também
Mesmo assim, o ano se inicia
Mesmo que ele seja pior, ele vem
Você querendo ou não.
O mundo vai ficar igualzinho.
Vai ficar sim.
E você vai continuar sonhando
Sentado(a) nessa cadeirinha
Só sonhando e vivendo
Vivendo no mundo velho
Num ano novo






sábado, 25 de julho de 2015

Do tempo em que não se contava o tempo








Do tempo em que não se contava o tempo
 
Houve um tempo em que a época não tinha nome.
As pessoas não tinham casas, os animais não tinham donos
As estações não eram separadas, os anos não eram contados.

Uma neblina, fresca e úmida, pairava sobre tudo.
O orvalho era onipresente.
O mundo não tinha nome, não tinha fronteiras, não tinha povos.
As pessoas não tinham nome.
Elas viviam espalhadas, andando, sempre em frente
Em busca de um lugar melhor que outro
Lugares que não tinham nome, não tinham idade,
Mas formavam um rosto

E eram lembrados por aqueles que os encontravam
E foi assim que os nomes surgiram.
Os nomes dos lugares e sua gente.
E foi assim que a gente surgiu
No meio de lugares
Sem nome e sem idade.













quinta-feira, 21 de maio de 2015

Princípio da Incerteza





Princípio da Incerteza

Que frágil e ingênua a verdade dos homens
Convicções tribais e rompantes
Como pode alguém dizer que sabe a Verdade
Quando mesmo o dia
Da manhã mais ensolarada
Se rasgado o véu celeste azul
Mostra que todo o dia iluminado
Está imerso numa noite universal



terça-feira, 19 de maio de 2015

Aqueles que vagam







Aqueles que vagam
Dividem-se em fantasmas e assombrações.
Os fantasmas acreditam que ainda vivem suas vidas
Enquanto as assombrações são os seres que acham que morreram
Fantasmas e assombraçoes vagam
Pois não são capazes de compreender
Que já podem voar



Delirium Tremens





Delirium Tremens

A noite é fria e janela está fechada
Mas ao começar a sonhar, não tenho domínio sobre os mundos que visito
Noite passada, visitei o Inferno
Fui levado lá por uma barata
É uma terra como a nossa
Mas onde a lama cobre até a altura do horizonte, contrastando com um céu nublado
É um lugar onde as almas não são mais que cadáveres
Decompondo-se em uma lenta dissolução
Não há gritos ou agonia
Apenas milhares de corpos apodrecidos, dissolvidos em um mar de lama, chorume e miasma
Ossos e gravetos se misturam
Escombros é só o que se pode enxergar
Uma multidão de crânios a olhar para cima
Esperando a redenção ou o esquecimento
Acordado, me sinto vivo
O rastro do alcool não me persegue mais
A ausência de traços etílicos
É o que vai me levar a beber mais



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