Subo triste a escada
Porque sei que o sucesso levará a nada
Arranha céus pontiagudos
Seringas a cutucar o céu sujo
Por mais uma dose do veneno
Da sua vitória podre
Que custam as terras
Que custam as águas
Que custa o ar
Divida sua obesidade comigo
Um morfético que transpira fétido
Diga-me a verdade
Estou míope demais para enxergá-la agora
Diga-me onde quero chegar
Ainda posso caminhar entre suas montanhas de lixo
Mas nunca sei onde quero ir
Mostre-me como sorrir
Porque não há mais alegria no que faço todos os dias
Diga-me quem dá valor as coisas
E eu direi à ele que só entendo o valor daquilo que respira
Enquanto houver ar
