quinta-feira, 21 de maio de 2015

Princípio da Incerteza





Princípio da Incerteza

Que frágil e ingênua a verdade dos homens
Convicções tribais e rompantes
Como pode alguém dizer que sabe a Verdade
Quando mesmo o dia
Da manhã mais ensolarada
Se rasgado o véu celeste azul
Mostra que todo o dia iluminado
Está imerso numa noite universal



terça-feira, 19 de maio de 2015

Aqueles que vagam







Aqueles que vagam
Dividem-se em fantasmas e assombrações.
Os fantasmas acreditam que ainda vivem suas vidas
Enquanto as assombrações são os seres que acham que morreram
Fantasmas e assombraçoes vagam
Pois não são capazes de compreender
Que já podem voar



Delirium Tremens





Delirium Tremens

A noite é fria e janela está fechada
Mas ao começar a sonhar, não tenho domínio sobre os mundos que visito
Noite passada, visitei o Inferno
Fui levado lá por uma barata
É uma terra como a nossa
Mas onde a lama cobre até a altura do horizonte, contrastando com um céu nublado
É um lugar onde as almas não são mais que cadáveres
Decompondo-se em uma lenta dissolução
Não há gritos ou agonia
Apenas milhares de corpos apodrecidos, dissolvidos em um mar de lama, chorume e miasma
Ossos e gravetos se misturam
Escombros é só o que se pode enxergar
Uma multidão de crânios a olhar para cima
Esperando a redenção ou o esquecimento
Acordado, me sinto vivo
O rastro do alcool não me persegue mais
A ausência de traços etílicos
É o que vai me levar a beber mais



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